Um casal do norte, de visita ao Porto, tinha agendado aquela que seria até hoje, uma das melhores experiências profissionais que alguma vez tivera.
No local combinado aguardava eu, de máquina na mala, baterias carregadas e uma enorme vontade de fazer mais uma vez, um retrato fiel de um momento tão íntimo como a vida a dois assim o deseja.
Minutos passaram e um carro surge conforme combinado. Eram eles.
Ele estatura média, muito bem vestido, simpático e muito cuidadoso com os pormenores. Ela lindíssima, fazia-se acompanhar de um sorriso tímido mas autentico, sedutor mas introvertido pois tal era a ânsia de experimentar uma sessão fotográfica.
Levaram-me no seu carro. Pelo caminho falamos de tudo menos o que em momentos iríamos realizar.
Chegamos ao motel. Um quarto acolhedor embora pequeno. Charmoso e muito bem decorado, com um chaise long branco ondulado muito inspirador.
Enquanto preparava o equipamento, Fátima, de seu nome recolhia-se no quarto de banho pois queria preparar-se para a sessão. O seu corpo transparecia já por entre os tijolos de vidro iluminados no interior, deixando perceber os contornos daquele corpo brilhante e pele suave.
Coberta com um body preto, rendado e suave ao toque, entrara no ambiente daquele quarto a média luz.
Ricardo estava já sentado na cama, entre as almofadas brancas e a coberta acetinada que tapava a cama. Tímida, Fátima aproximou-se e no colo de Ricardo, aconchegava já o seu corpo ansiosa de sentir as suas mãos na sua pele.
Quebrou-se aquele silêncio inicial que se tinha apoderado daquele momento. Uma palmada nua, forte, meiga ao mesmo tempo rompia por entre aqueles dois corpos ainda frios de medo mas quentes de excitação.
Fátima largou um gemido que por momentos me fez estagnar no acto de fotografar. Era um gemido autentico, sentido e revelador de tamanha emoção que os meus ouvidos sentiram tanto como a minha pele. Era vibração pura. Nunca ouvira eu tão doce gemido.
Envoltos em caricias e palmadas, os dois revelavam a verdadeira união que os juntara anos antes. Cada toque um gemido, cada palmada uma entrega, cada olhar um trincar de lábios em que ela me mostrava o quanto prazer sentia.
Dentro de mim o meu corpo respondia a cada gesto, a cada olhar, a cada vibração como se os papéis estivessem invertidos e fosse eu não o fotografo mas sim o fotografado.
Em cada momento que sentia essas emoções a minha reação era registar. Registar cada emoção, cada pormenor, cada detalhe em imagem pois tal era a carga sensual que aqueles dois corpos emanavam e que me deliciavam os sentidos.
Os gemidos encobertos pelos lábios, cada vez mais altos e sentidos deixariam de se ouvir. Gemia agora Fátima, enquanto Ricardo penetrava a sua vagina com a sua língua, em movimentos ora cuidados, ora fortalecidos de tal vigor que transformavam os olhos dela em fontes de luz e prazer.
Era magnífica a forma como podia registar a emoção que a pele, os lábios, os olhos e o rosto de Fátima transparecia.
Concentrei a minha atenção em pormenores. O detalhe da língua dele a percorrer os lábios vaginais dela, a delicadeza com que ela agarrava o cabelo dele, a forma tempestiva com que o puxava para dentro de si, a unhas que entretanto apertava nas costas dele... Momentos de tamanha emoção que nem a fotografia consegue detalhar em profundidade.
Penetrava-a agora ele. O seu pénis acariciava aqueles lábios com ternura e enterrava com tamanha força que os gemidos transpareciam a emoção que ela sentia.
Ela estava deitada. Junto a cabeça dela baixei-me e sentia, enquanto fotografava, o seu ofegante respirar e o seu prazer de loucura e emoção tal que arrepiava o meu corpo ao vê-la ali, com o olhar fixo em mim, trincar o dedo e gemendo de vontade.
Por momentos imaginei sentir a mão dela percorrer o meu corpo, enquanto vibrava com o que sentia. Imaginei sentir os seus lábios acariciar a minha pele enquanto gemia de prazer. Imaginei... Pois a razão de um fotografo é a imagem e essa imagem percorria agora a minha mente.
Continuei a fotografar enquanto aqueles dois corpos, transpirados de emoção e delírio se comiam mutuamente.
Num breve mas profundo gemido, os dois em uníssono, atingiram tamanha excitação apenas traduzido por um olhar entre eles e uma explosão de sentidos. Tinham-se vindo os dois, à minha frente. Tão belo esse momento e ao mesmo tempo tão íntimo que foi uma delicia vê-lo acontecer e poder registar o mesmo em imagem.
Naquele sábado, cada minuto que estivemos juntos parecia eterno...
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